quinta-feira, 30 de julho de 2015

FRONTEIRAS VIGIADAS SÃO ESTRATÉGIA FUNDAMENTAL



JORNAL DO COMÉRCIO 30/07/2015


EDITORIAL



Há um consenso generalizado de que a violência aumentou demais no Brasil, apesar dos avanços significativos no combate à exclusão social. As classes D e E estão em uma situação de emprego e poder aquisitivo como pouco observada - se é que foi - no passado. No entanto, muitos especialistas dizem que a violência é consequência do uso indiscriminado, e em todas as camadas sociais, das drogas e seus efeitos danosos à saúde e que, geralmente, levam à prática desde pequenos delitos até frios assassinatos.

No entanto, combater apenas o consumo está claro que é um modelo falido. É imperioso evitar a chegada do mal, das drogas, das armas e do tráfico de veículos furtados ou roubados - a moeda de troca com a cocaína, principalmente. Por isso, é importante que o governo federal tenha implantado o Plano Estratégico de Fronteiras, trabalho conjunto dos ministérios da Justiça e da Defesa. Hoje, o Exército está atuando, junto com a Polícia Federal, nos pontos de controle das nossas fronteiras. Mas também rodovias, rios e descampados isolados devem ter monitoramento, inclusive por satélites. A Marinha e a Força Aérea, com efetivos menores, porém recursos de longo alcance, também estão presentes. Esse trabalho é uma antiga reivindicação da população, que vê entrarem no País, além de armas e drogas, muito contrabando, inclusive de medicamentos.

Daí a importância da 9ª edição da Operação Ágata. O objetivo é reduzir a ocorrência de crimes fronteiriços e transnacionais na faixa de fronteira terrestre e aumentar a presença do Estado na região. A operação Ágata envolve 25 mil militares distribuídos nos 16.886 quilômetros de fronteira que o Brasil compartilha com nove países sul-americanos, além da Guiana Francesa. Os militares focarão os esforços no combate a atividades como narcotráfico, contrabando, tráfico de armas e munição, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração ilegal, conflitos indígenas e mineração ilegal. A operação também levará assistência médica às muitas comunidades carentes.

Trata-se de algo estratégico e que não pode apenas ser feito em função de eventos esportivos, como ocorreu na Copa do Mundo de 2014 ou nos Jogos Olímpicos de 2016. O Brasil tem que bloquear as suas extensas fronteiras pelas quais entra tudo o que não queremos. E o Rio Grande do Sul deixou de arrecadar R$ 500 milhões em ICMS por conta dos ilícitos na fronteira.

Todos os países que fazem fronteira com o Brasil foram alertados da operação e solicitada a total cooperação, o que é fundamental para o êxito da empreitada. A integração com os países vizinhos e a troca de informações são importantes para que a operação surta efeito. Neste caso, muito além do Mercosul, a integração é fundamental.

As nossas fronteiras não podem servir para dar proteção ao crime, mas ser usadas para combatê-lo. Apesar de algumas críticas ao emprego das Forças Armadas neste trabalho, a rigor, típico das polícias, ele também servirá para o adestramento dos efetivos da Marinha, Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB). É que, para colhermos uma verdade, às vezes tropeçamos em uma centena de erros.

Espera-se que o reforço militar, com o rodízio, consiga minorar bastante estes dois flagelos, contrabando de mercadorias as mais diversas e a chegada de drogas em quantidades tais que surpreendem mesmo os policiais mais experientes. Além de armas, é claro. Em época de crise, o crime ganha muitos adeptos, com pouca estrutura de caráter.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA
 - O "Plano Estratégico de Fronteiras, trabalho conjunto dos ministérios da Justiça e da Defesa" com o Exército atuando, junto com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícias Estaduais ao longo das nossas fronteiras", nada mais é do que uma medida pontual, superficial e incapaz de garantir a continuidade da segurança e das medidas preventivas e repressivas contra o crime nas fronteiras. Serve apenas como adestramento das tropas militares. Falta ao Brasil uma polícia de fronteira, especializada, treinada, organizada e estruturada para executar o patrulhamento permanente ao longo das fronteiras do Brasil, tendo o apoio das forças militares, das polícia estaduais e de uma polícia federal enxuta, forte, autônoma, independente e desvinculada do jugo partidário imposto pelo Ministério da Justiça. Está na hora do Brasil tratar com seriedade as fronteiras, hoje abertas ao tráfico de armas, drogas, animais, pessoas, artes, carros e valores.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

POLICÍAS TRAFICARON 300 ARMAS A MAFIAS DE BRASIL

EL PAÍS vie abr 17 2015

EDUARDO BARRENECHE

Unas 300 armas automáticas fueron traficadas a organizaciones criminales de Brasil por policías de Rivera. Las pistolas 9 milímetros y fusiles ametralladora eran adquiridas en armerías en forma legal y luego contrabandeadas hacia Brasil por Rivera. El destino de las mismas era Porto Alegre.



Policía Federal cree que armas traficadas fueron comparadas por el "Comando vermelo"


En Brasil, las armas se pagaban hasta un 300% más de su valor en el mercado negro, señalaron a El País fuentes del caso.

Las bandas que adquirían las pistolas y fusiles —se sospecha que una de ellas es el poderoso grupo narco Comando Vermelho— las utilizaban luego en hechos delictivos como tráfico de drogas y asesinatos.

En la mañana del martes 14, equipos de la Dirección Nacional de Información e Inteligencia Policial (Dniip) detuvieron a tres policías subalternos y a un comerciante en Rivera. El procedimiento fue apoyado por personal de la Dirección General de Represión del Tráfico Ilícito de Drogas (Dgrtid).

A pedido del fiscal Gilberto Rodríguez, el juez especializado Néstor Valetti procesó ayer con prisión a dos agentes por un delito continuado de tráfico internacional de armas a título de dolo eventual. El comerciante y otro policía quedaron en libertad.

Ayer, por la tarde, un expolicía de Artigas fue detenido por personal de la Dirección Nacional de Inteligencia y trasladado hacia la sede del juez Valetti.
Estricto control.

Durante las investigaciones, la Policía uruguaya detectó que los policías remitidos traficaron a Brasil unas 300 armas nuevas entre 2013, 2014 y lo que va de 2015.

En Brasil el control de venta de armamento es muy estricto, lo cual obliga a los grupos narcos a contrabandear pistolas y rifles desde Uruguay y Paraguay.

Esta es la primera investigación judicial con la nueva ley de tenencia y tráfico de armas que fue aprobada por el Parlamento en agosto de 2014. Sin embargo, este no es la primer caso de tráfico de pistolas automáticas que involucra a policías.

El 5 de junio de 2012, el Ministerio del Interior presentó una denuncia penal por la desaparición de armas y municiones de la Jefatura de Treinta y Tres. La investigación incluyó a varios jerarcas de esa repartición.

La denuncia ministerial se originó luego que la Policía de Brasil detuviera a un narcotraficante que poseía armas originarias de la Jefatura de Treinta y Tres.

La jueza de ese departamento, Ada Siré y la fiscal Sandra Fleitas iniciaron una investigación judicial apoyados por personal de la Dirección de Inteligencia. La indagatoria probó que las armas sustraídas de la Jefatura de Treinta sumaban más de 200 y son, en su mayoría, pistolas Glock y Browning. El precio de esas armas en el mercado negro superaría los US$ 300.000.

En noviembre de 2012, la fiscal Fleitas, pidió a la jueza Siré los procesamientos de siete policías y tres civiles a quienes responsabilizó por irregularidades descubiertas en el marco de una indagatoria respecto al faltante de las armas.

Siré procesó sin prisión únicamente a un policía que fue acusado por autorizar salidas transitorias de presos de la cárcel departamental sin permiso judicial. La fiscal Fleitas apeló la negativa de la magistrada de dictar los restantes nueve enjuiciamientos y por esa razón el expediente pasó a estudio del Tribunal de Apelaciones Penal de 1° Turno.

Hasta el momento nadie resultó procesado por el faltante de las pistolas de la Jefatura olimareña.
La linea.

Otro caso judicial muestra que Rivera es el gran epicentro del tráfico de armas hacia Brasil. Apenas una calle o la plaza de "La Línea" separa un país del otro.

En noviembre del año pasado, la jueza especializada en crimen organizado, Adriana de los Santos procesó a un matrimonio por lavado de activos.

En Brasil, un integrante del matrimonio había sido procesado por tráfico de armas. El dinero de la venta de esas armas era lavado en Uruguay mediante la compra de bienes inmuebles y autos y motos de alta gama, señalaron a El País fuentes de la investigación.
La ruta de las armas.


Las organizaciones brasileñas solo compran armamento potente a los contrabandistas uruguayos. Sus armas preferidas son pistolas nueve milímetros de gran poder de fuego o armas de guerra como la Uzi o el Fusil M-14. La Policía uruguaya constató que los traficantes de armas detenidos trasladaron a Brasil muchas pistolas y pocos fusiles de asalto. Los precios de las armas en el mercado negro brasileño se incrementan hasta un 300%. Las armas salen de Rivera y tienen como destino Porto Alegre y Pelotas.

Cambiaban armas por drogas en Livramento.


En julio de 2012, la Policía Federal de Brasil desbarató una banda que tenía como líder a Anderson Azevedo Mendez, de 36 años, que fue sentenciado a una condena de 37 años en una cárcel de Santa Ana do Livramento. La red criminal cambiaba pasta base, crac y cocaína por armas.

El armamento ingresaba a Brasil por Rivera. Por mes los contrabandistas realizaban una decena de viajes desde Porto Alegre, con la misma operativa: una mujer llegaba a Livramento con la droga y allí le entregaban las armas pasadas desde Uruguay.

La Policía brasileña instrumentó la "Operación Mercador" y detuvo a varios brasileños y a un uruguayo que vivía en la ciudad de Quaraí, limítrofe con Artigas. El diario Zero Hora de Brasil consignó, en agosto de 2012, que la Policía Federal no sabe un elemento importante: el origen de las armas en Uruguay. "Los agentes saben que el armamento llegó a la frontera de la mano de contrabandistas. Ellos operan en Uruguay. Es un misterio para la Policía Federal", dijo el diario.

terça-feira, 3 de março de 2015

A IMPORTÂNCIA DA ADUANA PARA A SEGURANÇA PÚBLICA



FOLHA.COM 03/03/2015 02h00


Sílvia de Alencar



A chamada administração aduaneira ou aduana desempenha um papel essencial para a proteção da sociedade ao atuar no controle e fiscalização de pessoas, mercadorias e veículos que entram e saem do país. A aduana é um órgão de Estado que tem funções diretamente relacionadas à segurança pública ao combater crimes como contrabando de armas, munições, drogas, descaminho e pirataria.

No Brasil, as atividades aduaneiras são realizadas pela Receita Federal que tem a precedência constitucional nessas ações. Mas, ao longo dos últimos anos, o órgão tem fragilizado e limitado sua atuação. A Receita Federal tem atualmente 18.693 servidores da carreira auditoria, sendo 10.769 auditores-fiscais, 7.924 analistas-tributários. Desse total, apenas 2.924 estão lotados na aduana, ou seja, apenas 15,6% da força de trabalho do órgão. Somente 1.826 auditores-fiscais e 1.098 analistas-tributários realizam o controle aduaneiro no país.

Esse efetivo reduzido é responsável por fiscalizar os 16,8 mil quilômetros de fronteira seca e os 7,3 mil quilômetros de fronteira marítima e os rios da região norte. Cabe a esse pequeno número de servidores a fiscalização e controle do fluxo de pessoas, veículos e mercadores que passa pelos 27 postos de fronteira alfandegados, 255 portos, 75 aeroportos, 70 recintos especiais em todo o país, além das ações realizadas na chamada zona secundária que inclui rodovias, estradas vicinais, pontos de comercialização e armazenagem de mercadorias, entre outros.

Para executar o controle de importações e exportações, a fiscalização, a vigilância, a repressão e atuar nas operações de combate ao tráfico de drogas, armas, munições, contrabando e descaminho na faixa de 16,8 mil quilômetros de fronteira seca, a Receita Federal conta com apenas 296 auditores-fiscais e 510 analistas-tributários. Esses servidores ainda se revezam em plantões o que reduz ainda mais o efetivo diário nessas unidades.

Em toda faixa de fronteira na região Norte são apenas 18 analistas-tributários para controlar a entrada e saída de pessoas, veículos, embarcações e mercadorias. A administração da Receita Federal chegou ao limite de fechar unidades como o posto de controle de Porto Soberbo, localizado na fronteira do Brasil com a Argentina.

A atuação dos servidores da aduana brasileira também é comprometida por outros graves problemas. Os analistas-tributários da Receita Federal trabalham sem sequer ter definidas em lei suas atribuições e a garantia do porte de arma. Falta infraestrutura nos postos de controle, viaturas, embarcações e até mesmo equipamentos básicos de proteção. Outro ponto preocupante é a limitação do horário de funcionamento das unidades aduaneiras.

Parte das inspetorias e postos de controle operam apenas em horário comercial. Mesmo em postos na fronteira as atividades se encerram às 18h, quando é interrompida a fiscalização, a vigilância e a repressão. Em muitos desses locais as atividades são realizadas apenas por um analista-tributário. Essas e outras vulnerabilidades favorecem a atuação do crime organizado.

Desde 2010, o Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita), por meio do projeto "Fronteiras Abertas", vem alertando à administração da Receita Federal, a setores do governo e a sociedade para a urgente necessidade de fortalecimento do controle aduaneiro no País. De fato não houve, nos últimos anos, reforço no efetivo ou investimentos significativos para fortalecer a presença fiscal nos postos da aduana.

Não há, por parte da Receita Federal, uma política de fortalecimento do controle aduaneiro. Nossas fronteiras continuam abertas. É preciso, urgentemente, instituir no país uma política nacional de fortalecimento da aduana, que passa obrigatoriamente pela ampliação do número de servidores, definição em lei das atribuições dos analistas-tributários, revisão da remuneração e a instituição do porte de arma pleno.

São necessárias também medidas estruturantes, como a implementação imediata da Indenização de Fronteira, criada pela lei nº 12.855, de 2 de setembro de 2013, e que aguarda apenas a publicação de um ato da Presidência da República definindo as localidades contempladas.

A aduana deve ser incluída no centro do debate nacional sobre o combate à violência. Se queremos um país mais seguro, precisamos controlar efetivamente o que entra e sai por nossas fronteiras, pois está mais do que provado que a fragilidade no controle aduaneiro é diretamente associada com a entrada de armas, munições, drogas, produtos piratas e contrabandeados que vão abastecer o crime organizado em todo o Brasil.

Fortalecer a aduana é parte essencial na luta contra a violência e a administração da Receita Federal não pode mais se omitir.

SÍLVIA DE ALENCAR, é presidenta do Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil (Sindireceita)


sábado, 1 de novembro de 2014

COCAÍNA DA BOLÍVIA LANÇADA DE AVIÃO

DIÁRIO GAÚCHO E ZERO HORA 31/10/2014 | 16h38

PF prende grupo que usava aviões para lançar cocaína no RS. Suspeitos traziam a droga da Bolívia em pequenos aviões e arremessavam em propriedades na fronteira com a Argentina



Em junho, foi apreendido com o grupo um carregamento de 140 quilos de cocaína Foto: Divulgação / Polícia Federal

Uma quadrilha internacional de traficantes, que transportavam cocaína da Bolívia em pequenos aviões e arremessavam a droga em propriedades rurais gaúchas, foi presa nesta sexta-feira pela Polícia Federal (PF). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em Porto Alegre.


A investigação teve início em maio e identificou que os traficantes carregavam a droga em pequenas aeronaves, que cruzavam a Argentina e descarregavam o material em campos localizados próximo à Fronteira Oeste.

Dentro do Rio Grande do Sul, a carga era transportava em veículos para outros Estados e abastecia também o tráfico na zona sul da Capital. No dia 4 de junho, a PF apreendeu na BR-290, em Eldorado do Sul, 140 quilos de cocaína em um veículo, que foi carregado com o material despejado de um avião. Essa foi a maior apreensão no Rio Grande do Sul em 2014.

Polícia Federal prende líder do grupo Bala na Cara Além das ordens de prisão e de busca e apreensão, a Polícia Federal solicitou à Justiça Federal o sequestro de quatro casas em Porto Alegre e de um sítio em Viamão. Os integrantes do grupo serão indiciados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

PRESO NO BRASIL UM DOS TRAFICANTES MAIS PROCURADOS DO MUNDO



CORREIO DO POVO  23/10/2014

Preso em Roraima um dos traficantes mais procurados do mundo. Ação conjunta da PF e da polícia colombiana capturou Marquito Figueroa, que deve ser extraditado



Um dos traficantes mais procurados do mundo foi preso pela Polícia Federal (PF), em Boavista, Roraima, em ação que contou com apoio da Polícia Nacional Colombiana. Mais conhecido como Marquito Figueroa, o traficante Marcos de Jesús Figueroa García deverá ser extraditado para Colômbia em 60 dias, conforme informou nesta quinta-feira o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Oslain Campos Santana.

“É uma pessoa envolvida em violência, movimentação de cocaína, assassinatos e, inclusive, uma fuga espetacular da prisão (na Colômbia) em 2002”, salientou Santana, durante coletiva de imprensa.

Marquito Figueroa responde por mais de 100 processos na Colômbia. Por conta de sua periculosidade, o governo colombiano oferecia recompensa de US$ 250 mil por informações que possibilitassem sua prisão.

“Há muitos anos procurávamos esse delinquente. Ele tem cinco ordens de captura por diferentes delitos, entre eles narcotráfico, contrabando, formação de quadrilha e homicídios. Acreditamos que tenha cometido mais de 250 homicídios, inclusive de autoridades e políticos locais ligados, principalmente, a prefeitos", disse o adido Policial da Colômbia no Brasil, Narcizo Martinez.

Há aproximadamente um ano, a polícia colombiana infiltrou um agente no grupo de Figueroa. “Em agosto, recebemos um comunicado da Colômbia informando que ele estaria em território nacional. Iniciamos uma a investigação e confirmamos que realmente ele estava no Brasil, especiíicamente em Roraima. Requeremos pedido de prisão e extradição ao Supremo Tribunal Federal, o que foi cumprido ontem, em operação conjunta com a polícia colombiana”, explicou Santana.

A prisão não foi imediata, porque a polícia brasileira precisava confirmar a identidade do criminoso. “Tivemos dificuldades, pois, a exemplo de narcoterroristas, ele utilizava documentação falsa”, acrescentou o delegado.

Segundo ele, a operação foi bem planejada e, por isso, não foi necessário nenhum disparo. “Não houve também qualquer reação por parte dele (no momento da prisão)”, observou Santana.

A PF informou que, nom momento da prisão, não foram apreendidas armas, nem dinheiro na casa de Figueroa. “Iniciaremos uma investigação para identificar se ele 'lavou' ativos no Brasil”, assinalou o delegado.

De acordo com o adido da polícia colombiana, é possível que, posteriormente à extradição para a Colômbia, Marquito Figueroa seja extraditado para os Estados Unidos. “Não há nada definido”, ressaltou.

Conforme o delegado da PF, o sucesso da operação deve ser creditado aos acordos de cooperação que a polícia brasileira mantém com países vizinhos, casos da própria Colômbia, Bolívia, Argentina, do Peru, Paraguai e Uruguai. “Por meio dessas parcerias, trocamos informações, experiências e capacitamos policiais em diferentes países. A operação de hoje é um exemplo dessa cooperação”, completou.


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

CARABINAS TRAFICADAS DO URUGUAI

DIÁRIO GAÚCHO 22/10/2014 | 04h46


PRF apreende armas vindas do Uruguai em Eldorado do Sul. Carabinas estavam escondidas em um compartimento secreto do porta-malas de uma caminhonete



Três carabinas calibre .556 foram apreendidas Foto: PRF / Divulgação


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu três carabinas calibre .556 durante uma fiscalização de rotina às 21h30min desta terça-feira no km 111 da BR-290, em Eldorado do Sul.

As armas estavam escondidas em um compartimento secreto do porta-malas de uma caminhonete Santa Fé, de acordo com a PRF. Duas pessoas foram presas: a motorista de 23 anos, e um passageiro de 24 anos.


A dupla foi encaminhada à Polícia Federal em Porto Alegre e autuada em flagrante por tráfico internacional de armas.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

FUZIL AMERICANO NAS MÃOS DO CRIME

DIÁRIO GAÚCHO 21/10/2014 | 09h02

Eduardo Torres

Brigada Militar apreende fuzil americano "abandonado" por criminosos. Arma foi deixada no pátio de uma casa na Vila Jardim, Zona Norte de Porto Alegre. Em poucas horas, policiamento retirou quatro armas de circulação em zonas de conflito



Fuzil norte-americano estava pendurado em uma árvore Foto: Divulgação / Brigada Militar



No intervalo de poucas horas, entre o começo da noite de segunda e a madrugada de terça, ações da Brigada Militar resultaram na retirada de quatro armas das mãos de criminosos em três regiões que vivem conflitos do tráfico na Zona Norte de Porto Alegre.

Na Vila Jardim, policiais do 11º BPM apreenderam um fuzil 5.56, de fabricação norte-americana, abandonado no pátio de uma casa, na Rua Itapema. Segundo a Brigada, havia denúncias de disparos na região desde a noite anterior. A suspeita é de que a arma de guerra tenha sido deixada para trás pelos criminosos com a aproximação de uma viatura. Os PMs encontraram o fuzil pendurado a uma árvore.


Já durante a madrugada, policiais do 20º BPM apreenderam dois revólveres calibre 38 com dois jovens de 16 e 20 anos, no Bairro Mario Quintana. Eles caminhavam pela Rua Manoel Marques quando foram abordados. O bairro foi palco de uma chacina na semana passada.

Também na madrugada, um homem de 40 anos foi preso com um revólver calibre 38 na Rua D da Vila Amazônia, Bairro Rubem Berta.



DIÁRIO GAÚCHO 14/09/2014 | 19h06

Homem é preso em Porto Alegre com fuzil canadense. Arma teria sido comprada por R$ 31 mil e seria levada para o Vale do Sinos



Fuzil foi apreendido em abordagem na avenida João Pessoa, em Porto Alegre Foto: Divulgação / Polícia Civil


Um homem foi preso na noite de sábado, na Avenida João Pessoa, região central de Porto Alegre, transportando um fuzil 5.56, de fabricação canadense. A descoberta foi feita durante uma abordagem do Batalhão de Operações Especiais (BOE). Identificado como Éderson Michel da Rosa Cardoso, o homem admitiu que levava a arma para São Leopoldo supostamente, para proteger um ponto de tráfico. Outro homem estava com ele no Civic abordado pela Brigada, mas acabou liberado quando Éderson admitiu que a arma era só dele.


O suspeito teria confessado à polícia que comprou o armamento pesado em Porto Alegre por R$ 31 mil. Agora, é apurada a origem do armamento e o local onde foi adquirido. Éderson já responde por tráfico de drogas na cidade do Vale do Sinos. A suspeita da polícia é de que o fuzil serviria para impor medo a rivais da região. De acordo com o levantamento do Diário Gaúcho, São Leopoldo está entre as cidades mais violentas da Região Metropolitana neste ano, com 79 assassinatos. A maior parte desses crimes, de acordo com a polícia, relacionados ao tráfico de drogas.